Desde o século passado, a tecnologia vem transformando o meio rural pela agricultura inteligente, aumentando a produção no campo sem esquecer o meio ambiente.

Saiba como as soluções tecnológicas para a agricultura, que antes se resumiam a produtos, contam agora com os serviços digitais para maior assertividade no campo.

Em 2018, a startup europeia Saga Robotics desenvolveu um robô autônomo capaz de combater doenças em frutas e hortaliças. Com o nome de Thorvald, o equipamento utiliza luz ultravioleta C para impedir que fungos se reproduzam. A uma velocidade média de 1,5 km/h, seu trabalho consiste em aplicar a luz por cerca de seis segundos em cada planta.

Thorvald faz parte de um processo que acontece no mundo todo, chamado agricultura inteligente. Junto com ele, muitos exemplos de manipulação genética, drones, satélites e outras tecnologias estão dando início a um salto de produtividade e sustentabilidade para o agronegócio.

O diferencial da chamada inteligência no campo está em não apenas em oferecer produtos para garantir a viabilidade econômica no meio rural. Também consiste em levar soluções digitais visando reduzir o impacto ambiental e proporcionar maior assertividade para quem trabalha nas lavouras.

Leia o nosso artigo e entenda como isso acontece e quais a vantagens desse processo!

Revolução Verde

Você já ouviu falar em Revolução Verde?  Ela começou na segunda metade do século passado, nos EUA, para fazer com que a tecnologia se tornasse uma aliada na busca por uma maior eficiência agrícola. Apesar de o movimento ter chegado ao Brasil apenas na década de 70, os resultados foram excelentes e levaram o país ao status de importador de alimentos e potência no agronegócio.

Em matéria da Revista Exame, publicada em julho de 2019, as informações mostram bem nosso destaque agrícola: a produção de grãos, de 1975 a 2015, cresceu mais de 550%, enquanto o aumento da área nacional de plantio foi de 160%. Além disso, o rendimento médio do arroz subiu 315%, e do trigo e do milho em 240%.

Hoje, o mundo vive a Terceira Revolução Verde, impulsionada pela necessidade de aumentar a produtividade e reduzir os custos. Ou seja, buscando, via tecnologias inovadoras, o incremento da eficiência. E já se fala em uma quarta revolução agrícola, que trará ainda mais assertividade ao campo, além de estabelecer o conceito de sustentabilidade, que já é forte entre os produtores rurais.

Se na época das primeiras ações pela introdução da tecnologia no setor agrícola o desafio era otimizar a produção, hoje o foco está em uma atividade com menor impacto ambiental e maior sustentabilidade. Isso passa pelo uso de organismos naturais contra pragas ou melhoria de solos e plantas, avanço genético, agricultura de precisão, chegando até aos robôs e drones, com o Thorvald citado no início do texto.

Vantagens da tecnologia no meio rural

As vantagens trazidas pelos processos englobados na agricultura inteligente são muitas. A maior eficiência na produção agrícola tende a reduzir os custos, contribuindo para melhorar a segurança alimentar da população. Outro ponto favorável está no controle mais seguro de pestes por exemplo, com redução da quantidade aplicada de agrotóxicos e, consequentemente, mais qualidade e saúde na mesa do consumidor.

O meio ambiente também sai ganhando: a tecnologia contribui para o estabelecimento de metas de sustentabilidade no campo. Segundo a Agência Nacional de Águas, o agronegócio é responsável pelo consumo de 70% da água no país, com um desperdício de 50%. Em um cenário como esse, qualquer economia tem um impacto ambiental muito significativo, que a agricultura inteligente colabora para amenizar.

Também podemos citar a melhor utilização das máquinas agrícolas, reduzindo seu tempo ocioso e otimizando a operação. O reflexo direto chega até a redução no consumo de combustível.

Como garantir a agricultura inteligente no campo?

Para que seja possível a aplicação mais massiva dessas novas soluções no campo, o primeiro passo é aliar o uso da tecnologia e seus benefícios com custos atrativos: maior eficiência com investimento viável. No Brasil, já existem iniciativas nesse sentido, mas ainda não foram totalmente consolidadas.

Entre os entraves para que o país possa trabalhar essa tecnologia de forma mais escalada, está a carência de infraestrutura, especialmente de comunicação. Sem falar na falta de políticas públicas para o setor, de definições assertivas da agência reguladora e da necessidade de fomentar o interesse dos prestadores de serviço no tema.

Uma recente pesquisa da Embrapa, em parceria com Sebrae e INPE, afirma que somente os grandes produtores estão conseguindo investir em melhoria na conectividade das suas propriedades. O déficit de infraestrutura para garantir o acesso à internet é considerado um problema para 61% das pessoas consultadas que vivem no campo.

A falta de sinal de celular e de transmissão de dados é um gargalo que impede o uso mais eficiente dos dados no campo. Grande parte das propriedades rurais tem cobertura apenas em áreas próximas às rodovias ou não tem cobertura alguma, dificultando a extração de quaisquer informações coletadas para a nuvem.

E quem mais sofre é o pequeno produtor. Apesar de proporcionar ganhos de eficiência, a tecnologia ainda está associada ao alto investimento inicial, devido aos custos de implantação da infraestrutura. Sem financiamento voltado para a aplicação tecnológica, os agricultores de pequeno porte estão em desvantagem.

Por outro lado, são os pequenos produtores a parte essencial do fomento ao uso de tecnologias de ponta no campo. O Censo Agropecuário, divulgado pelo IBGE, em 2017, revela que são 5 milhões de pequenas propriedades rurais em todo o país, representando 77% dos estabelecimentos da produção agrícola nacional.

E como fazer para que essas tecnologias avancem mais para essas pessoas?

O primeiro passo é, justamente, o investimento infraestrutural em locais remotos. Existem muitas startups com soluções interessantes e inovadoras, fazendo com que o mercado das grandes empresas fique atento a elas, criando hubs de inovação. Isso tende a desenvolver um ambiente criativo e competitivo, que vai popularizar as ideias para todo o mercado agro.

A criação de linhas de crédito específicas para aplicação da inovação no campo é outro importante ponto de incentivo. Como o mercado agro trabalha com margens menores, o pequeno produtor tem dificuldade de enxergar o ganho a longo prazo.

A CelPlan fazendo a diferença

A CelPlan possui larga experiência na análise, planejamento e implantação de tecnologias de comunicação que sistematizem o conceito de agricultura inteligente. É uma empresa que catalisa a aliança entre tecnologia e produção agrícola, realizando um trabalho capaz de fazer diferença para o setor.

Com um trabalho voltado à análise e ao planejamento de redes de comunicação em áreas rurais, a CelPlan conta com sistemas planejados para a melhoria da eficiência na produção agrícola. Outras iniciativas voltadas para a agricultura inteligente também estão em curso, como a comunicação em rodovias e análise tecnológica para redes de distribuição elétrica em área rural.

Para tornar tudo isso possível, a CelPlan se estruturou para começar a atender essa nova tecnologia. Estamos desenvolvendo um know how que alia o excelente conhecimento técnico dos colaboradores com a necessidade crescente de planejamento estratégico tecnológico na área rural.

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